Encampada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e por bancadas de diversos partidos, a reforma eleitoral discutida no Congresso poderá mudar o modelo atual para a eleição de deputados e vereadores já nas eleições de 2022. Chamado de “distritão”, o novo modelo vem gerando polêmica e questionamentos, mas a ideia dos defensores é avançar ainda em agosto com essa mudança,e consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma eleitoral.
O modelo distritão é um sistema de votação eleitoral em que os candidatos mais votados são eleitos , e não haveria mais os chamados puxadores de votos ,um candidato bem votado que ajuda eleger outros candidatos menos votados na coligação.
Se houvesse distritão nas eleições de 2020, o resultado teria sido diferente em 3 vagas no legislativo macaense.
BARRADOS NOVO SISTEMA
Os vereadores José Prestes ( PTB) , Professor Michel (PATRIOTA) e Amaro Luiz(PRTB) , estariam barrados pelo novo sistema.
NO LUGAR
Quem assumiria as três vagas : Eron (PSD) ,Denis Madureira(PROS) e Marcel Silvano(PT).
MAIOR BANCADA
O PROS teria a maior bancada na Câmara com 3 vereadores ( CESINHA,TICO JARDIM E DENIS) .
Os defensores do distritão argumentam que a nova modalidade simplificaria a compreensão, pelo eleitorado, pois somente quem tem maior votação se elege. E o distritão também asseguraria uma maior representatividade, pois seriam os detentores da maioria dos votos do eleitorado são eleitos.O modelo proposto também é alvo de críticas por parte do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, o distritão enfraquece as minorias.
“Vejo que o distritão tem os problemas de não baratear o custo das eleições, enfraquecer os partidos e diminuir a representação sobretudo de minorias. Portanto, eu o vejo com reservas também. Mas, de novo, essa é uma matéria para o Parlamento”, disse o presidente do TSE durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados .




