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sábado, abril 25, 2026
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ENTREVISTA COM REGINALDO DO HOSPITAL! NÃO DEU PARA CONTINUAR ESSA PARCERIA”

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Hoje a nossa entrevista é com o vereador Reginaldo do Hospital(PODEMOS). Eleito nas eleições 2020 com 1.389 votos para exercer o seu primeiro mandato. 

Quais as principais ações do seu mandato durante esses 9 de meses?
 (REGINALDO)-As principais ações do nosso mandato são marcadas pela luta na questão da vacina contra a Covid-19, um quantitativo maior de doses, por exemplo, estive em Brasília protocolando um ofício pedindo quantitativo maior, uma vez que o quantitativo de doses que estávamos recebendo na ocasião era insuficiente. Macaé que é uma cidade referência, para os outros municípios no que tange a questão de trabalho no ramo offshore, então isso atrai pessoas de toda a parte para Macaé e a gente acaba tendo uma população flutuante muito grande, então o quantitativo estava sendo baseado no Censo de 2010, que eram quantitativos insuficientes e a gente acabou mostrando que Macaé estava vacinando muitas pessoas que trabalham aqui e que residem em outros municípios, ou seja, uma população flutuante, talvez de mais de 100 mil pessoas, e isso estava impactando diretamente no quantitativo que estávamos recebendo por isso estávamos atrasados. Quando estive em Brasília, a gente estava vacinando a população de 38 anos e interessante que avançou muito depois de diversas explicações nesse contato, o Prefeito Welberth também juntamente com Governador fez uma ação conjunta com o governo. É um momento de todos se abraçarem por uma causa tão nobre como do Covid-19 e o que me marcou muito que em apenas 20 dias após protocolado, a gente já conseguiu igualar a Campos e outras cidades que estavam muito mais avançadas na vacinação. Acho que a principal luta nesse momento tão difícil de pandemia foi essa questão da vacinação e também eu como presidente da Comissão parlamentar de saúde a nossa fiscalização dos hospitais, dos núcleos de saúde que temos fiscalizado também e bastante a parte do Desenvolvimento Social. O prefeito Welberth pegou equipamentos muito degradados, como os Cras, o Restaurante Popular que estava fechado. Enfim tem grandes desafios também no Desenvolvimento Social e o nosso mandato tem acompanhado muito perto e tem fiscalizado, tem cobrado, tem conversado dialogado com o atual secretário Fabrício.Enfim tive também visitando o CCI (Centro de Convivência do Idoso), um equipamento importantíssimo e um espaço muito bacana, que inclusive estamos dialogando aqui no nosso gabinete e vou dar uma notícia de primeira mão: Quero colocar uma parte, talvez a maior parte da nossa emenda impositiva vamos colocar no CCI para restaurar aquele espaço e devolver um espaço muito digno, bacana e bonito. Macaé perde muito com o CCI fechado. Pautamos questões comunitárias também, eu que sou de comunidade oriundo do Morro de São Jorge, enfim tem essa pegada também na minha veia política, ser voltado para as questões comunitárias. Então o nosso mandato também é muito atuante nas questões comunitárias, Macaé carece de saneamento básico, e de muitas outras questões.
 Você esteve em Brasília, solicitando ao Ministério da Saúde, o aumento de mais doses contra Covid-19 . Você acha que a secretaria de saúde acertou no planejamento e nas ações de vacinação no município? 
(REGINALDO)- Sim!É até interessante que o nosso mandato fez também essa pesquisa e o quantitativo de doses que a gente recebeu , mais de 90% está no braço da população, então sim! a secretaria de saúde promoveu ações que conseguiu alcançar todos, infelizmente uma parte da população se recusa a se vacinar que é uma outra questão, mas quem de livre e espontânea vontade procurar algum Polo de vacinação será atendido. Óbvio no começo teve problemas, eu que já critiquei a questão da vacina anteriormente tentando entender, por exemplo na questão da Unimed e outras questões, o nosso mandato vem fiscalizando e cobrando, mas nessa questão aí eu tenho que Parabenizar a secretaria de saúde. Porque de fato a população macaense foi imunizada, estamos vacinando a população de 12 anos. Então avançamos muito, né? Tem município no Brasil que se enrolou com isso porque parece uma coisa fácil, mas não é né? Tem município que recebeu quantitativo e não conseguiu montar uma logística de vacinação. Lá no Polo Universitário tem o drive-thru, montou locais de vacinação nas escolas, no aeroporto, em outros bairros de Macaé também, tem também uma parceria com a Cruz Vermelha, um ônibus todo equipado. Eu estive visitando esse ônibus e ele é importante para alcançar também aqueles que tem mais dificuldade, por exemplo, as comunidades, o ônibus quando estava no bairro fronteira estive lá fazendo uma visita conhecendo esse trabalho da Cruz Vermelha em parceria com a nossa prefeitura. Então assim, acho que todas as formas que a prefeitura pode fazer ,está fazendo e, estamos agora vacinando da população de 12 anos. 
 Você é defensor da saúde e presidente da Comissão da Saúde, Como resolver os problemas da Saúde Pública de Macaé?

(REGINALDO)- Esse é um grande desafio né, então deixa eu dar uma notícia de primeira mão: estive na quinta-feira (23/09) passada acompanhando o prefeito Welberth Rezende, a secretaria de saúde e uma comitiva representando aqui a nossa casa juntamente com o vereador Edson Chiquini, eu representando a comissão de saúde e o Edson representando a presidência, fomos para São Paulo conhecer a estrutura lá de saúde e foi um aprendizado tremendo, conhecemos, por exemplo hospitais como Hospital São Paulo, hospital M’Boi Mirim. Um espetáculo o hospital! não parece nem que a gente estava no hospital do SUS, e que dá dignidade as pessoas…sabem poucos hospitais particulares têm estruturas desses dois hospitais que são do SUS, então é o que a gente quer para a nossa população, é ofertar um serviço dessa qualidade, mas é um desafio muito grande e uma coisa que me chamou muita atenção em São Paulo, por exemplo é que a gente vive em Macaé uma saúde dividida entre saúde básica e alta complexidade, lá eles têm um sistema que é tudo interligado,não tem essa coisa eu sou da alta complexidade, eu sou da Saúde básica não. A saúde lá é uma só, o postinho de saúde, as ESFs estão interligadas com, por exemplo um hospital de grande porte como M’Boi Mirim, então existe essa parceria, esse contato, não trabalham solto, eles trabalham em rede. Isso foi um grande ensinamento sabe, sem contar também a questão da humanização, tratamento humanizado estivemos conhecendo também um centro Neonatal, uma maternidade importantíssima no centro de São Paulo que eles fazem parto humanizado e você entra não parece estar dentro do hospital. Cara, interessantíssimo pouca fila um ambiente climatizado ,preparado, grandes profissionais que já são treinados para ter um ambiente muito tranquilo, incentivo mais de 80% dos partos são normais e humanizados. Macaé tem ao longo da sua história a cultura da cesariana. Por exemplo, isso ficou, você entrevista hoje uma mulher de Macaé na rua, se você fizer essa pesquisa todas elas a maioria quer parto cesárea, porque aqui em Macaé no nosso município tem essa Cultura. Portanto quando fechou a maternidade do Hospital São João Batista que o HPM começou a fazer os partos de emergência não mais partos programados como tinha, Macaé sentiu muito isso porque a gente tem essa Cultura. São Paulo nessa maternidade 80% dos partos são normais e o pessoal aqui ainda tem medo, mas assim a gente entende que a gente está muito atrás ainda, dá para evoluir muito e a gente teve lá para entender tudo isso sabe, tivemos visitando além desses três lugares, visitamos duas UPAS, visitamos duas ESFs, duas UBS, para a gente entender todo esses modelos e trazer esse modelo de gestão, conversamos com o diretor Leonardo que é o diretor do hospital M’Boi Mirim, Tudo isso para entender a nossa dificuldade. Dialogamos, falamos da nossa dificuldade pra eles, eles mostraram as deles também porque é desafiador, eles têm uma estrutura, mas também tem desafios e interessante que Macaé hoje tem um grande problema, eu vou falar uma coisa, eu sou totalmente contra já falei assim em plenário eu sou contra essa política restritiva que restringe a entrada de outras pessoas de outros municípios, porque eles arrumam o endereço, eles arrumam um amigo aqui com o endereço. Enfim, dá um jeitinho e entram, entram através da política também, de todas formas vão entrar gente e como que diz não com a pessoa que está doente, com o cara que quebrou a perna e precisa de uma cirurgia, Macaé precisa é arrecadar, precisa na verdade, implantar uma política de diálogo com esses municípios vizinhos e assumir de fato essa referência. A gente já exerce na prática essa referência muitos anos. Eu, por exemplo enquanto profissional da Saúde, sempre trabalhando na questão da ortopedia. Eu fazia minhas pesquisas, eu perguntava pros pacientes e aí a gente via o índice altíssimo, por exemplo, de 40% dessas pessoas geralmente, 40% era de outros municípios, pessoas vindas do Rio de Janeiro para se tratar em Macaé. Carapebus, Conceição de Macabu, Rio das Ostras Casimiro de Abreu, Silva Jardim, então a referência acaba sendo nós e quando a gente não assume e faz uma política restritiva eles conseguem entrar dando jeitinho e a gente vai pagar essa conta e não vai receber por referência. Então que a gente precisa na verdade é tentar fazer com que a gente tenha esse reconhecimento de referência por Brasília, que eles reconheçam Macaé como uma cidade que é referência, por nossa região aqui e Macaé buscar uma forma de arrecadar, de buscar, de fazer com que esses municípios ajudem nessa conta e pelo que dialoguei com prefeito Welberth Rezende, Eu não posso responder por ele, mas penso que ele também tem um pensamento de sentar com esses prefeitos e dialogar e tentar de fato tratar aqui e em receber por isso. E aí a gente consegue assim ampliar nossa estrutura porque Macaé é referência não só na saúde, é referência para emprego para essas outras municipalidades. E aí o que a gente vai fazer a pessoa vem para cá trabalha aqui durante a semana e no fim de semana vai pra sua cidade. Mas elas têm vínculo com o município, vão se tratar aqui, vai trazer os seus parentes, vai trazer a sua família. E aí a gente precisa pensar hoje em ser maior e assumir de fato essa referência. Por exemplo, agora com a vinda da Rede D’Or, já vai nos ajudar porque vai ser um apoio maior na rede privada. Isso tem Impacto diretamente no SUS,pode ter certeza porque outra coisa que eu vi também no ambiente hospitalar que as pessoas que têm convênio muitas vezes abrem mão de um atendimento privado para ir ao atendimento público, hoje pelo HPM ter todas as especialidades. Às vezes você vai ao hospital particular e não tem todas as especialidades, por exemplo, se você fizer um corte hoje na face,o HPM tem, por exemplo cirurgião plástico, qual hospital que tem isso? Poucos!Então a gente está falando da questão de São Paulo, a gente está falando de gestão. Agora estrutura nós temos, por exemplo o hospital da Serra, nós temos o Hospital São João Batista que é do município não é da prefeitura, mas está dentro do nosso município e pode ser muito bem aproveitado, temos duas UPAS a da barra e a do Lagomar. Temos Centro de referência Jorge de Caldas, temos dois prontos socorros, do aeroporto e da imbetiba, temos o Dona Alba, qual o outro município aqui em volta tem uma estrutura dessa? A gente precisa fazer é gerir essa máquina que a gente tem, uma máquina boa, e sabe o que eu vi em São Paulo, eu vi núcleos menores que nós, tem uma gestão ali que a gente não tem, por exemplo, eu vi um polo lá que tem uma UPA, uma ESF, tudo dentro do mesmo prédio e eles se organizam e conseguem trabalhar dentro de uma Harmonia muito bacana. Então eu penso que a gente tem que fazer é isso. Daí a gente tem que de fato assumir essa referência sabe na nossa região.
 Você é candidato a deputado nas eleições 2022? 
(REGINALDO)- Ontem (27/09) tive um convite pelo meu partido sabe? Mas não sou não, eu quero me dedicar ao mandato, mas continuo no PODEMOS. 
O ex-prefeito de Macaé Dr. Aluízio teve suas contas reprovadas pela câmara. Você esteve presente na votação, mas absteve do voto. Como você avalia esse episódio?
 (REGINALDO)-Um voto difícil, né? Por exemplo, nós votamos um exercício que não era nem da nossa legislatura, que pelo certo, teria que ter sido colocado em votação na gestão anterior desta casa, na legislatura passada. Um voto muito complicado. Eu, por exemplo não sou técnico, pela parte técnica as contas foram reprovadas, contudo, é uma situação, que não houve roubo, a gente sabe disso é uma questão de prazos, né? Infelizmente o Dr. Aluízio perdeu o prazo de reparar, e aí a câmara devolveu para prefeitura fora do prazo e é uma questão muito técnica, como é meu primeiro mandato e eu tenho uma proximidade com Aluízio, um médico que eu respeito muito, uma pessoa que tenho um carinho, eu preferi me abster.
  Você e o ex-presidente do PODEMOS e ex-secretário de Desenvolvimento Social Mauro Torres romperam a parceria?
 (REGINALDO)-Sim. O que houve ao longo do caminho aconteceram ruídos, infelizmente a coisa não andou com deveria acontecer. Não é algo que eu planejei, mas infelizmente na política existem decisões difíceis e Mauro escolheu o caminho dele e eu escolhi o meu. Por exemplo, o Mauro saiu do partido sem me avisar, assumiu o PL sem me avisar e a gente nem tinha rompido ainda. Entendi que ele também seria candidato desenvolvendo um trabalho dele. Acho que ele merece, mas não deu para continuar essa parceria. 
O que a população principalmente do Morro de São Jorge pode esperar do Reginaldo hospital até 2024? 
(REGINALDO)- Pode esperar um vereador muito atuante não só para os moradores do Morro de São Jorge, mas como em toda Macaé e um vereador atuante que vai estar presente, próximo, o nosso mandato tem andado muito, embora a comissão de saúde  requer tempo, tem muitas reuniões, mas a gente está se organizando até para ficar mais solto para ter um mandato mais atuante na rua mais presente, né? Mas o nosso mandato tem se organizado para isso embora, a gente tem muitas preocupações, mas eu quero ainda estar um pouco mais presente e com isso a gente está se organizando algumas formas aqui de planejamento dentro do nosso gabinete que entrou na nossa agenda e tudo mais para a gente ter esses esse momento de ir para rua, que as pessoas cobram os vereadores na rua é verdade tem que estar presente na rua, mas a gente também é cobrado, por exemplo uma comissão de saúde para toda a hora em reuniões a gente faz parte de três comissões então assim não é fácil, é cobrado 24 horas então são reuniões ontem, por exemplo estava no Rio de Janeiro numa reunião e eu tinha, por exemplo uma audiência pública eu tive que pedir outro colega para me representar então a vida é corrida, semana passada eu passei a quinta e sexta na audiência de prestação de conta, é muito corrido, entendo que essa casa vive hoje uma momento harmônico, por exemplo nessa reunião pedi o vereador Edson Chiquini para me representar e ele me ajudou, hoje essa casa ela tem um ambiente muito bacana muito harmônico. Eu, por exemplo tive uma passagem de 2019 não encontrei esse ambiente de hoje, o ambiente de hoje é muito gostoso ,os vereadores se ajudam então acredito que essa casa vai crescer muito ainda com essa equipe de hoje .
Elvis do Amaral

Elvis do Amaral é jornalista , blogueiro político e apaixonado por sua cidade :Macaé

Elvis do Amaralhttps://www.elvisdoamaral.com/
Elvis do Amaral é jornalista , blogueiro político e apaixonado por sua cidade :Macaé

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